Deixa de ser nome de música para ser meu codinome quanto to puta. Arretada de língua afiada, ferina quando sente ameaça ,de quem quer dar bote. Não venha debochar de quem se transforma em um Ás nesse assunto. Não me julgue, por eu ter defesa, está na natureza, é só ver. Toda rosa tem espinho para se proteger. Ninguém tem o direito de sapatear em coração alheio e sair de alma e consciência impunes.Não apelo pra castigo divino, isso vem demorado pra quem quer dar resposta no ato. E a resposta vem na ponta de língua, ácida, fria e cortante como aço amolado. Não me julgue se ouviu o que não queria de maneira tosca, o que me fez ver. Veja como um dissabor de decepção quando se desmascara quem não vale nada. Eu dou o que recebo, mas do meu jeito. E do meu jeito, também surpreendo em não acalentar pena de mim, nem remoer raiva ou ódio, muito menos acomodar vingança no peito ou na caminhada; de faca amolada a rosa contemplada. Sou ebulição de momento, devolvo no instante pra não ter saldo devedor.
(Ana Cláudia Lara)
Escolha o assunto:
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Por cima
Num rompante, percebeu o quanto valia, despiu-se de toda tristeza, refez as forças que esqueceu que tinha, fingiu-se de desentendida para tirar um sarro, deletou palavras do seu dicionario e se armou de um sorriso malicioso. Refez as teorias, deu adeus a gente indecisa, soltou o cabelo, fechou os olhos e deixou-se levar pela brisa da tarde.Resolveu que ter pena de si mesma nao era a sua 'praia' e preferiu dar um mergulho no mar. Nunca tinha percebido tanto, o que fez questão de fechar os olhos para sentir melhor, a delicia da brisa arrepiando o corpo depois de um mergulho no fim de tarde. Essa coisa de pele realmente nao se explica, melhor quando sente.
E assim seguiu o seu mantra, abraçou amores inesquecíveis e meramente esqueciveis, rezou para seus varios deuses, nao confiou mais do que se podia ou devia, cruzou fronteiras de si mesma. Caminhou por entre vidas estreitas, mas socorreu almas... e levou sorrisos, acumulou risos... Percebeu, o quanto tantos por aih, se escondem em si mesmos, escravos dos falsos conceitos ou preceitos descabiveis, da petulante hipocrisia ou do próprio ego exacerbado, sem jamais serem capaz de algo a mais do que achar. E que muitos, sofrem por cismarem de nao ter a força que nao sabem que têm, por nunca terem se desafiado.
Ela sempre foi uma mulher crente que podia, nao abrindo mao do que sentia... Mas queria muito mais do que ter a facil opção da critica ou da justificativa. Mais do que a facilidade de culpar ou de soh achar... queria ter certezas dela mesma e o mais importante, nunca mais prenderia o cabelo; não iria mais deixar de sentir o vento jogando-o contra o rosto.
( Ana Claudia Lara)
Fonte de img: net
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O Inevitavel
Ele nem sequer pestanejou, pegou suas trouxas e partiu. Afinal, reconhecera o que todos cansavam de dizer e que arrebatado por um desejo enorme, nunca escutara. ' Como pude ser tao burro', pensava enquanto pegava um taxi. Sem nenhum lugar em mente, acabou onde muitos acabam escorando seus fracassos amorosos, na casa da unica mulher confiavel e aconchegante nessas desonrosas horas, a mae. Enquanto isso, a mulher com seu brandy abandonado em cima da mesa, estupefacta, nao acreditando ainda no que foi capaz de fazer, nem se despediu do amante.
( AC.Lara)
( AC.Lara)
domingo, 16 de setembro de 2012
Triste energia
E em mais uma crise de chilique, a mulher gritou o que e com quem queria, fez crise de criança mimada, nao quis falar com ninguém, se trancafiou em casa com ódio mortal de tudo e de todos. Isolou-se do mundo, pôs defeitos no liquidificador, no colchão, nas noticias da manhã e esqueceu-se por horas em cima da cama, culpando o que podia e o que nao devia.
E continuando a sentir-se a pior dos mortais, sem força de vontade de nada, sem fé ou religião, sem ninguém ou nada para sentir-se almada, caiu em sono balsâmico.
Lah pelas tantas, acordou como se nao quisesse, tentou achar tateando na cama sem sucesso o controle da Tv, insatisfeita novamente, virou pro outro lado e voltou a dormir.
Quem sabe, sobrou alguém que se menospreze o suficiente para ter coragem de bater à porta oferecendo um café.
( Ana Claudia Lara)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Four de ás
Ele acreditou naqueles ironicos olhos meigos, que muito pensava que se dizia...
Seu ego revelou-se altivo, achando-se mais do que valia.
Quis acreditar no que achava que precisava e hipócritamente nao assumia que gostava desse jogo como aquelas mulheres, que quando levam uma cantada, esnobam dizendo ter odiado e que acham vulgar, um homem chamar uma mulher de gostosa. Acredite quem quiser...
Porque ouvir um pouco de vulgaridade no momento certo desce como cerveja estupidamente gelada,
a paixão nacional que mais intimamante se deseja em dia estupidamente quente. Contanto, claro, que goste da coisa.
E ela, dos olhos ironicamente meigos, enquanto ele, o blefe, pensava e apostava apenas em si mesmo; ajeitava calmamente na mao o seu 'Four de Ás'.
(Ana Claudia Lara)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Os segredos da alma humana.
Ora bolas quem realmente conhece os segredos da alma humana?
Quem se julga e nunca foi?
Quem eh amado e nao se gosta?
Quem acha que estah indo, quando na verdade estah voltando?
Quem nao segura batata quente por achar que estah assando?
Quem pensa que tah pior por nao olhar para o lado?
Quem acha que eh melhor pelo mesmo motivo?
Quem se castra e pensa que vive sem pecado?
Quem pensa ter ido sem nunca ter chegado?
Quem acha ser ousado se nunca criou?
Quem acha que a vida tah merda por nao reconhecer algum valor?
Quem pensa que sabe o que eh amar quando nunca realmente amou?
Quem acha que nao consegue porque nunca tentou?
Quem acredita que sabe sem, na verdade, saber porra nenhuma? Quem pensa que estah sozinho quando na verdade nunca esteve?
Quem tem certeza que sempre se conteve ?
Quem arrisca e quem confirma?
Quem forma uma opiniao e quem afirma?
Quem nao se cansou ou se satisfez com obras exegéticas?
Quem se acha sabio e nao fala merdas patéticas?
Quem eh sabio e nao fala bobagens ao vento?
Quem pensa que nao eh sabio apenas por acanhamento?
Quem pensa ter chegado sem nunca ter ido?
E quem nunca se enganou com o obvio?
Quem nunca chorou por coisa pouca?
Quem nunca sorriu quando tinha que chorar?
Quem acha que nao eh capaz de algo mais que sonhar?
Quem pensa ou acha o que nao pode ser?
Quem nao acredita no que doi no outro?
Quem se acha vitorioso soh por medo de perder?
Quem acha que perdeu quando na verdade se ganhou?
Quem nao enxerga, nao ouve e nao fala? Quando convém?
Quem pensa, acha ou acredita que eh quem?
e quem nao se acredita nao vai ter ideia da força que tem.
__Ana Claudia Lara
sábado, 18 de agosto de 2012
Como Folhas Secas
Apaguei seu nome e seus recados...
Fiz promessas...
Desfiz planos inacabados...
Pus fogo em suas cartas de amor descabido.
Tudo que um dia fomos, virou cinzas de algo esquecido...
Como cinzas de folhas secas, cujo tempo venceu e jogou ao chão ...
Mas, nada contra...Sou do tipo que sempre mereceu um amor melhor, mais merecido...
O seu amor serve só para quem se contenta em ser mal amada,
Pois eu meu amigo, caso ainda nao tenha percebido,
Nunca fui do tipo mulher para canalha.
Você e eu nunca fomos feitos para sermos 'nós',
Mesmo que o teimoso destino desconsidere isso.
Mas que culpa ele tem?
Talvez, o desconsiderado tenha sido ele meu bem.
Tanto faz, tanto fez e nem quero saber tanto...
Mas, o que jah pensei um dia e deixei de pensar hoje, nao vale o quanto.
Um dia valeu. Dei um basta nas lembranças de mentiras que nunca nos convenceu,
No capricho interminável da menina que nao existe mais, ela cresceu.
Cresceu e se tranformou em uma mulher que da vida nao leva o menor dissabor...
E voce, que infelizmente nao cresceu, nao mudou, nao nada...
Alma amargurada... que nem ao menos aprendeu sobre sinceridade e amor... Entao, faça-me o favor,
Pegue o seu pesado coracao magoado e vazio, sem valor
E, saia da frente que eu quero passar sobre as cinzas das folhas secas.
_Ana Claudia Lara
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Era uma vez...
Um homem que depois de um bom tempo de romance, resolve terminar tudo por email: "Amor, pensei muito e resolvi terminar tudo. Nao eh com vc, eh comigo... ando confuso... Mas saiba que vc eh muito importante pra mim, eh como um cristal que eu nao queria quebrar, mas aconteceu. Por isso, sinto-me mal, pois nao queria te magoar, mas desejo tudo de bom pra vc.
Bjs.
Ela responde por email: " Amor, nao sou cristal, na verdade, tenho a dureza de um diamante, mas jah deu para entender que nao saiba a diferença. O diamante, eh uma joia, que soh dah valor quem conhece joia, precisa ser alguem acostumado com jóias verdadeiras. Caso contrario, nao saberah ter a capacidade de discernir tipos de brilho. Com certeza, nao eh p/ qualquer pessoa…
E, outra coisa, nao se consegue magoar alguém que nunca te viu como prioridade ;) Nao sinta-se mal por isso, senao eu vou ter que me sentir...Bjs"
___aC.Lara
Assinar:
Postagens (Atom)

